A época futebolística 2019/20 na ilha Brava inicia-se este domingo, 08, com a disputa da Supertaça da Brava, confirmou hoje o presidente da Associação Regional de Futebol da Brava (ARFB), Samuel Varela.


Em entrevista à Inforpress, este dirigente adiantou que o jogo entre o Sporting e Nô Pintcha marcado para domingo, dão início à época, e no próximo final de semana, serão disputadas as partidas para a abertura do campeonato regional.
Segundo o mesmo, no final da tarde desta sexta-feira, já foram realizados os sorteios, onde cada equipa ficou a conhecer o seu adversário uma semana antes, para que tudo decorra na normalidade.
Para Samuel Varela, as expectativas “são altas” como sempre, mesmo que este ano há menos duas equipas na disputa do campeonato regional da ilha.
Normalmente, avançou, tem sido um campeonato com sete equipas oficiais, mas este ano somente cinco vão participar, o que já é “motivo de preocupação”.
No ano anterior, a Juventude não participou, este ano a mesma coisa aconteceu com o Benfica, considerado pelo presidente uma equipa “histórica”, no futebol da ilha, que prometeu organizar-se para participar da melhor forma na próxima época desportiva.
Não obstante a estes percalços, o presidente da ARFB diz acreditar que está tudo a postos para que esta época possa decorrer na maior tranquilidade e com fair play.
Questionado sobre as razões da não participação dos clubes no campeonato, a mesma fonte disse que o “modelo de investimento nos clubes é um modelo errado”.
Pois, explicou, as equipas que possuem menos posses acabam por desaparecer e acrescentou que não é de se admirar caso no próximo ano, uma ou outra equipa das que estão a participar este ano deixar de participar.
Com isso, disse que na sua opinião, “o futebol na Brava está a carecer de uma reflexão mais profunda porque há alguma coisa que está a fazer com que as equipas fiquem cada vez mais pobres”.
Este responsável adiantou que tem vindo a falar nesta reflexão há já três anos e é somente uma questão de criar um regulamento de inscrição de pessoas, embora, possui a plena consciência de que vai mexer com o estatuto da própria associação.
E, reforçou que isto já não é somente a sua visão ou da direcção da associação, mas que até os clubes têm estado a insistir nisso.
A mesma fonte aproveitou para fazer um balanço da época passada, considerando que foi a época que mais trabalhou-se, tendo em conta que realizaram todas as provas a tempo útil, conseguiram colocar o sub 17 a competir a nível nacional com uma “óptima” prestação, prepararam o sub 20 que, segundo o mesmo, por questões financeiras a federação não levou adiante.
Para este ano, diz ser consciente que os desafios são maiores, pois, querem introduzir o campeonato feminino e um campeonato de veteranos, do ponto de vista financeiro não possuem fundos, mas também não têm dívidas.
Para os jogadores, dirigentes e adeptos, pede-lhes que se dirijam ao campo com espírito de paz, pois, adiantou que tem constatado que na ilha existe muitas “rixas” e sempre são levadas para o futebol.
“Futebol é lugar de convívio, de paz, que assistem, disputem as partidas da melhor forma e que vence o melhor”, pediu o dirigente.
Outra questão que salientou que tem sido muito abordado é a venda do álcool no campo de futebol. Mas, segundo o mesmo, se é uma lei que já foi aprovada a associação vai cumprir. Até porque, ressaltou, sempre tiveram a noção de que o álcool e o desporto nunca coadunam.
Inforpress