Opinião: Playbook de Tóquio 2020

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Leonardo Cunha

As últimas notícias da revista “TIME” e a reação à notícia Sebastian Coe (presidente da Federação Internacional de Atletismo – World Athletics) vieram novamente colocar a discussão sobre a realização (ou não) de Tóquio 2020. A revista TIME noticiou que existe um plano de cancelamento dos Jogos por parte do Governo do Japão e Sebastian Coe veio pedir “tranquilidade” com as informações a serem divulgadas, pois estão a afetar os atletas na sua preparação.

Numa conferência de imprensa de Thomas Bach na passada 4ª feira (27 de janeiro) verificamos um tom mais assertivo do presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) em relação à realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (+1). 

Os comentários de Bach ocorreram numa altura em que os organizadores revelaram quase todos os detalhes - exceto para os atletas que são convidados a limitar a sua estadia na Vila Olímpica durante os Jogos - sobre como Tóquio 2020 será realizada. 

Os comentários de Bach ocorreram numa altura em que os organizadores revelaram quase todos os detalhes - exceto para os atletas que são convidados a limitar a sua estadia na Vila Olímpica durante os Jogos - sobre como Tóquio 2020 será realizada.

Bach, revelou Igualmente que no próximo dia 9 de fevereiro vai ser publicada a primeira edição de uma série de 'Playbooks', destinadas a delinear como os Jogos podem ser realizados com segurança durante a pandemia e que inclui elementos como testes, medidas de quarentena e formação de 'bolhas'. Um dos principais objetivos dos Playbooks é "comunicar claramente as contramedidas planeadas aos principais grupos interessados, a fim de criar confiança de uns Jogos Seguros", de acordo com um documento do COI.

Esta comunicação do Presidente caiu como um alívio para os atletas e outros envolvidos nos Jogos. Mesmo que o primeiro 'Playbook'; não tenha uma lista exaustiva das medidas que serão implementadas nos Jogos, acredita que será o primeiro passo para colmatar estas lacunas.

Como parte “Playbook”, os atletas não poderão entrar no avião para Tóquio sem um teste negativo para aliviar as preocupações do Governo japonês sobre um grande número de pessoas que chegam ao país, enquanto potencialmente transportam o vírus mortal. Espera-se que os participantes tenham de passar por um período de quarentena antes de viajarem para Tóquio, e serão sujeitos a testes frequentes, incluindo no aeroporto e na Vila, quando lá chegarem.

Estão também a ser tomadas medidas para mitigar falsos positivos, uma vez que os organizadores estão interessados em garantir que um atleta não perca a competição devido a um resultado incorreto. Antes de tudo isso acontecer, os organizadores depositam as suas esperanças no maior número possível de participantes a serem vacinados para o COVID-19 antes dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio 2020 começarem. 

O COI, o Comité Paralímpico Internacional (IPC) e Tóquio 2020 esperam que o “Playbook” seja suficiente para anular preocupações, rumores de cancelamento e especulação. Thomas Bach já afirmou que não existe um “plano B” para os Jogos e agora tem de mitigar o evidente declínio do apoio público aos Jogos no Japão. 

Igualmente, para o COI e o IPC, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 vão ser uma realidade. É necessário o Movimento Olímpico se preparar para as condições excecionais que estes jogos vão oferecer. Garantidamente este será uma edição que ficará na história, mas igualmente pode ser a mais significativa de sempre para a causa Olímpica – colocando o desporto ao serviço da humanidade.

Leonardo Cunha

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