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Opinião: COPA DE AFRICA DAS NAÇÕES DE 1959 PDF Print E-mail
Written by William Vieira   
Sunday, 28 April 2013 16:00

 



A copa africana das nações foi um torneio, disputado no Egipto, fora também, um torneio triangular entre 3 equipas, novamente, Egipto, sudão e Etiópia.

Muitos olhos críticos até agora questionam porque não houve um alargamento, com a aderência de mais selecções africanas naquela época? Pois eis a resposta, só sei que nada sei! Para muitos críticos na época era algo repetitivo, duvidoso, sem logica, egocêntrico entre os participantes e fundadores da CAF (federação africana de futebol), que deixam e deixaram algumas interrogações sobre essa CAN diminuta com apenas entre três países e “sans aucun raison d,etre”.

O torneio se deu lugar no Egipto de 22 de Maio a 29 do ano de 1959, com 3 países africanos, Egipto com muito favoritismo, depois de ter conquistado o primeiro trofeu em 1957, agora no seu território, com grandes probabilidades de repetir o feito transacto, com um povo não só egípcio, mas também sírio, devido a fusão de Egipto com a síria em 1958, fundando a aliança RAU (Republica Árabe Unida),a junção de dois países formando um só pais, um assunto que deu muita lenha na fogueira naquela período, que falar-vos-ei com conveniência em seguida.


Republica Árabe Unida de 1958, a fusão “Egipto Síria”



Em Fevereiro de 1958, Gamal Abdel Nasser, fusiona Egipto e síria, formando uma das alianças do mundo árabe, apelidado de RAU, a República Árabe Unida. Doravante, esse acordo não seria paralelamente proporcional, como tinham acordado no papel, pois desde o inicio muitos colocavam uma interrogação desse pacto de aliança e união entre esses dois países árabes, na altura muitos pragmatizavam se a uno governança iria ser equitativo entre as duas partes, o que não vira a provar porque, infelizmente para Baath (presidente da síria na época), Nasser (presidente do Egipto) nunca pensara em dividir o poder de forma igualitária, ate que os factos vieram a justificar conforme alguns críticos na altura, pois tudo foi inversamente proporcional ao pensamento dos sírios a quando acordado a fusão árabe.


Tempos mais tarde Nasser estabelece uma constituição temporário, com uma assembleia da republica com 400 deputados egípcios e 200 sírios, Nasser manda dissolver todos os partidos políticos sírios na época, não obstante Nasser limitou aos membros do Baath de chegar ao topo, ou seja, não permitiu que as altas influencias sírias chegassem ao poder, por fim indo ao temática inicial, nenhum jogador da síria foi convocado para a CAN de 1959.
A resumir tudo isso, foi um autêntico desnível politico também, desportivo, que culminaria com o fracasso económico e político por parte de Nasser, que iria colapsar com o golpe de estado a 28 de Setembro de 1961 por um grupo de oficiais sírios, proclamando a Síria independente da RAU, voltando tudo desde o início e restabelecendo a síria independente, mas Egipto continuou com essa designação até 1971.


Campeonato africano das nações de 1959.





“ Egipt primit vini vici, “ Egipto recebeu, viu e venceu.
Essas são as palavras correctas para mostrar a supremacia egípcia na CAN de 1959,tres equipas, dois jogos e uma taça para carguejar, os três jogos seriam no estádio de al alhy stadium (mítico Estádio da capital egípcia) com capacidade para 60 mil adeptos.


O Egipto era uma equipa totalmente remodelada, sem Ad Diba, não se recordam? O homem que marcara 5 golos da primeira edição da primeira taça africana, com novo treinador a selecção egípcia levara somente um jogador campeão de 1957, o Rifaat El-Fanageely.


Treinador húngaro Pal Titkos, antigo futebolista da terra do “major galopante”, ferenc puskas, provavelmente fez utilizar da sua capacidade de dar ensino táctico a essa selecção do Magreb, já que a Hungria foi uma das primeiras escolas filosóficas de futebol, por isso, ele era o homem ideal e no lugar certo para a eventual conquista e dobradinha da selecção do Magreb. Por outro lado a Etiópia ia com o intuito de fazer algo melhor do que tinha feito a dois anos atras, ainda contavam com um treinador sérvio, Jiri Starosta, não obstante eram três choques de treinadores europeus porque, sudão tinha um treinador checoslovaco chamado Josef Hadaera, a competição não foi só um embate de equipas africanas, mas também um confronto entre três treinadores europeus e escolas de filosóficas de futebol antagónicos.


A lenda egípcia “ El-Gohary”.



A equipa egípcia estava privada dos seus melhores jogadores de 57, como o perigoso Ad-Diba, mas com uma selecção nova, cheio de vontade de ganhar o torneiro na sua própria casa, contava com um novo star no elemento chamado por El Gohary” um predador nato a baliza adversária com intenção de quebrar a defesa contrária

Segundo a história, no primeiro jogo o Egipto alinhou com Adel Hekal, Tarek Selim, Yakan Hussein, Rifaat El-Fanageely, Taha Ismail, El-Shaghby, Mimi El-Sherbini, Mahmoud El-Gohary, Mohei Sharshar, Gomaa Farag, Esam Baheeg e o treinador era o húngaro Pal Titkos

A selecção da Etiópia apresentava assim com Gila, Amanuel, Awade, Tadesse, Guermaye I, Omer, Kiflom, Menguistou Worku, Tesfayé, Tessema, Haile Mariam o treinador era o checoslovaco Jiri Starosta


A selecção egípcia entrou no campo e fez o seu trabalho de casa, os dois primeiros golos na primeira parte foram marcadas por El Ghoary, ali surgira a nova lenda egípcia da taça africana, El-Sherbini fazia o terceiro golo ao 64 minutos e para fechar a noite gloriosa dos faraós, El Ghoary marca aos 73 minutos completando o seu hat-trik, e o quarto golo da sua equipa.
No segundo jogo aos olhos de 40.000 espectadores, sudão vencera a Etiópia por 1-0, golo apontado por Drissa aos 40 minutos que daria a hipótese ao sudão, enfrentar a selecção egípcia, com probabilidade de ganhar o torneio e a selecção da Etiópia ía para a casa sem conseguir qualquer ponto apesar de ter um treinador branco a orientar o país de Halie Selassie.


Egipto campeão novamente da taça Abdelaziz salem (a trivela de Baheeg).




O Egipto defrontava a selecção sudanesa, que tinha a esperança de contrariar o favoritismo egípcio com um treinador na altura checo eslovaco também, Jozef Hada, do outro lado da barricada, o Egipto, optimista, confiante numa vitória com jogadores de top na época, ainda mais no seu território, com um estádio esgotado com capacidade para 60.000 adeptos


O Egipto abriria o score a entrada da grande área por intermédio de Esam Baheeg, após driblar um adversário com um remate portentoso na entrada da grande área marcava o primeiro golo do Egipto, fazendo o 1-0 aos 12 minutos, dando a alegria ao povo egípcio unido com o povo sírio formando a RAU, na segunda parte Manzul empata o jogo aos 65 minutos deixando tudo em aberto para os minutos restantes, só que a um minuto para ter findo o jogo, o mesmo autor Esam Baheeg, após um lançamento lateral ao longo do flanco esquerdo, já no corredor defensivo adversário, lança para o colega, este amortece a bola com o peito de novo para o Maheeg que faz um cruzamento-remate (trivela) para o golo da selecção egípcia, este golo teve algo parecido com os remates trivela de Maniche, e cruzamentos de Ricardo Quaresma, que nos deixa somente em duvidas se foram estes homens do presente a fazer estes tais feitos ou jogadores num passado meio longínquo o fizeram anteriormente.


Egipto sagrava-se bicampeão da taça salem e semeava a sua hegemonia no continente africano e apareciam dois novos astros para a história das fases finais das copas africanas, para além de Ad Diba de 1957, El-Gohary e Esam Baheeg, eram os novos heróis nacionais e continental.

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