O Presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, Mário Semedo, negou qualquer envolvimento em alegado esquema de corrupção da Confederação Africana de Futebol (CAF).


Em uma carta enviada ao CrioloSports, Mário Semedo, “refuta veementemente insinuações de que terá participado num esquema ilícito para retirar benefícios pessoais”.

Em causa, a denúncia feita pelo demitido secretário-geral da CAF, Amr Fahmy, em que a agencia Reuters teve acesso.

Amr Fahmy acusa o Presidente do organismo que rege o futebol africano, Ahmad Ahmad, de corrupção, ao mandar depositar  20 mil dólares nas contas pessoais de alguns Presidentes de Federações Africanas de Futebol, incluindo o presidente da FCF e da Federação da Tanzânia, através de uma transferência eletrónica feita da sede da instituição no Cairo, Egito.

Mário Semedo esclarece que “no  Mês de Maio de 2017, a Assembleia Geral da CAF, e o Comité Executivo da mesma, aprovaram, por unanimidade, a atribuição de uma subvenção de 100 mil dólares às Federações de futebol filiadas na CAF, dos quais 20 mil dólares seriam destinados, a titulo de remuneração, aos Presidentes dessas Federações”.

O Presidente da FCF adianta que “a referida decisão foi comunicada pelo Secretariado Geral da CAF, através de uma circular datada de 8 de Junho, a todas as Federações filiadas na CAF”.

“Assim sendo, o montante transferido pela CAF para o Presidente da FCF, bem como para os Presidentes de outras Federações Africanas de Futebol, desde 2017, foi efetuado em cumprimento de decisões tomadas pela Assembleia Geral e pelo Comitê Executivo da CAF, duas superiores instâncias da referida Confederação”, continua o dirigente.

“Como se constata, a situação em causa é absolutamente clara e lícita, não existindo quaisquer irregularidades neste âmbito”, concluiu Mário Semedo.


ADP