A Federação Cabo-verdiana de Boxe (FCB) negou hoje que tenha algum contrato com o treinador cubano Lázaro Contrera e disse que este “vem sendo manipulado” por um advogado que é membro do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC).


O presidente da FCF, Flávio Furtado, refuta, assim, em declarações à Inforpress, as afirmações do treinador cubano, que hoje disse à Radio de Cabo Verde ter sido contratado em 2015 pela Federação Cabo-verdiana de Boxe.
“Cheguei aqui a 25 de Setembro de 2015, e, logo nesse mesmo dia, já estava a trabalhar com um atleta. Vim com um contrato de trabalho, comecei a trabalhar em Setembro, mas o contrato começou a partir de Janeiro de 2016. Nunca recebi um mês de salário”, dissera o treinador cubano à estação pública.
Rebatendo as afirmações do técnico cubano, Flávio Furtado reafirmou que nunca assinou nenhum contrato com o treinador, esclarecendo que este trabalhou com a FCB na altura da qualificação para Jogos Olímpicos, onde foi gratificado, e mais um mês para o campeonato de África, “onde recusou a receber”.
“Ele chegou a Cabo Verde para trabalhar como professor Educação Física, uma vez que tem uma formação técnica-média, que, na altura, exigia-se para trabalhar em Cabo Verde, mas com a introdução de novas políticas já não pode exercer”, explicou Flávio Furtado, esclarecendo que a vinda de Lázaro Contrera à Cabo Verde foi um convite pessoal.
“Ele me apoiou quando eu estive a estudar em Cuba e, como gratidão, convidei-o para conhecer Cabo Verde, tendo conseguido entrar no país como professor de Educação Física, através de contatos com meus conhecidos dentro da esfera desportiva e, principalmente do boxe“, clarificou.
Flávio Furtado lembrou que, apesar de não ter nenhum vinculo contratual, a FCB custeou a estadia e alimentação do treinador cubano durante todo esse tempo que está no arquipélago.
“Reconheço que Lázaro deve estar neste momento numa situação difícil, mas não corresponde a verdade o que ele tem estado a dizer, uma vez que sempre existia uma parceria entre as partes, nunca um contrato”, sublinhou Flávio Furtado.
Lázaro Contrera reclama da Federação Cabo-verdiana de Boxe o pagamento de dois anos de salário, alegando ter sido contratado em 2015.
inforpress