O instrutor António Marques expressou hoje, à Inforpress, a sua pretensão de introduzir a modalidade de capoeira no Maio, uma das ilhas onde esta actividade desportiva ainda não é praticada.


Em declarações à Inforpress o instrutor António Marques, mais conhecido por Batxa, assegurou que todos os anos tem-se deslocado ao Brasil por esta altura, mas devido ao problema do coronavírus, decidiu passar as suas férias na ilha do Maio onde, em parceria com a edilidade local, está a passar as informações básicas aos alunos do ensino básico e secundário sobre a capoeira, para que possam ter uma noção desta modalidade.
Aquele instrutor fez saber que a capoeira envolve em si muitas outras artes, pelo que pretende regressar no verão, altura em que almeja trazer uma equipa mais estruturada à ilha, a fim de mostrar todas as componentes desta manifestação artística, já que os alunos estão a demonstrar todo o interesse em aprender esta modalidade.
Batxa salientou ainda que durante a sua estada na ilha do Maio observou que os jovens são “bastante passivos”, o que considera ser “muito bom”, no entanto ressalvou que também existe alguma indisciplina que, em seu entender, pode advir da estrutura familiar porque passam mais tempo no seio escolar, já que são oriundos do meio rural e acabam por receber muita influência exterior.
“E como a capoeira é uma arte marcial que exige muita prática de actividade física e comportamental, está a adaptar-se muito bem nestes alunos e reparei que era como se a ilha estivesse a sentir a falta da capoeira para vir ajudá-los neste aspecto e a capoeira também precisa do Maio para a sua massificação”, notou.
Para aquele instrutor, a fase mais complicada é introduzir nas pessoas o gosto pela prática desta arte marcial, o que tem sido o seu esforço nestes dias, pelo que o próximo objectivo “passa pelo amadurecimento e evolução espiritual” dos alunos que participaram nestas aulas de demonstração para que, no verão, estejam preparados para uma nova fase.
António Marques esteve a demonstrar esta actividade aos alunos dos ensinos básico e secundário, tanto na vila da Calheta como na cidade do Porto Inglês, e houve muita participação dos estudantes e não só.
WN/CP
Inforpress