Eduardo Fernando Pereira Gomes, conhecido no mundo do futebol por Dady, nasceu a 13 de Agosto de 1981, em Lisboa, Portugal, filho de pais cabo-verdianos.


Dady conta no programa Sem Truques que teve uma infância difícil num bairro problemático da Amadora, onde cresceu.

Tinha uma vida estável até o momento em que o pai regressou a Cabo Verde deixando a mãe sozinha para criar os quatros filhos. Tinha 4 anos na altura.

Deu início á carreira futebolistica em 1989, com apenas 7 anos de idade, no Futebol  Benfica.

Aos 12 anos entrou na escola do Sporting, onde fez a formação até aos 16 anos, altura em que regressou ao Futebol Benfica.

Depois veio a parte menos boa. Numa certa altura no Sporting parou de respeirtar os treinadores, treinava quando queria e não marcava golos propositadamente porque sabia que iria ser substituido se a sua equipa estivesse  a vencer.

O próprio admitiu ao Sem Truques que tornou-se “mal educado” no futebol.

Quando saiu do Sporting tinha uma lesão no joelho. Dai aconteceu a desilusão desportiva. Ficou seis meses parado. Dady desistiu do futebol. 

Dos 16 aos 18 anos decidiu trabalhar nas obras.

Com 19 anos regressou ao futebol mas mais por divertimento. Marcava muitos golos mas continuou desmotivado.

Através de um amigo saiu para jogar numa equipa em Alentejo, o Aldenovense. Começou a ganha o gosto outra vez.

Um avançado de elevada estatura (1,90 m), em três meses apontou 26 golos e sagrou-se o melhor marcador da terceira divisão. Recebia um pequeno salário mas não tinha um contrato profissional.

Em verão de 2002 reforçou o Odivelas na II Divisão B, como semi-profissional.

Com 93 jogos, entrou na lista dos 10 jogadores com mais jogos pela equipa.

Não foi propriamente um titular indiscutível na época de estreia, mas mostrou logo créditos, tendo apontado sete golos em 27 jogos (15 a titular).

Em 2003-04 foi mais além, marcando por 11 vezes em 33 partidas (24 a titular).

Na terceira e última temporada em Odivelas manteve o nível, somando oito remates certeiros em 33 encontros (28 a titular) no campeonato, mas desta feita também brilhou na Taça de Portugal, marcando um dos golos que eliminou o primodivisionário Gil Vicente.

Entretanto deu o salto para o Estoril que tinha caido para segunda divisão, já com um contrato profissional.

Seis meses depois transferiu-se para o Belenenses na primeira divisao, clube pelo qual, no segundo ano, foi finalista da Taça de Portugal, segundo melhor marcador e atleta revelação da I Liga em 2006-07, numa época em que foi orientado por Jorge Jesus.

Depois foi transferido para a Espanha para representar o Osasuna. Considera que foi a sua melhor época de futebol.

Tinha que enfrentar os melhores do mundo todas as semanas e provar que pertencia.

Foi uma grande satisfação receber o reconhecimento dos melhores dos melhores, tais como Ronaldinho Gaucho, Messi, Canavarro, etc.

Teve ainda passagens pelo Bucaspor da Turquia antes de sair para a China para representar Xinjiang Tianshan e Shanghai Shenhua.

De regresso da China assinou contrato com o Atlético, da II Liga de futebol. Mas surgiu um problema crônico num osso. Decidiu pendurar as chuteiras como profissional aos 34 anos, e foi reforçar o  Futebol Benfica na condição de amador.

Representou a seleção de Cabo Verde por 25 vezes, de 2004 ate 2013, e marcou muitos golos decisivos.

A primeira convocatória surgiu quando tinha 23 anos e era jogador do Estoril. Diz que aceitou logo. Embora tenha nascido em Portugal sentia-se cabo-verdiano.

Dois anos antes, com 21 anos, tinha visitado Cabo Verde pela primeira vez e sentiu-se logo em casa.

Por coincidência o primeiro jogo foi em Amadora, cidade onde cresceu, contra a Angola. Vestiu a camisola número 10, e sentiu todo o calor da comunidade cabo-verdiana em Portugal. Sentiu que fez uma boa escolha em represntar Cabo Verde.

Segundo diz, enquanto no Belenenses foi convocado pelo selecionador Scolari para representar a seleção de Portugal.

Scolari foi pessoalmente falar com ele. Logo informou-o que já tinha representado Cabo Verde em três ocasiões, inclusive num jogo de apuramento para o mundial.

Na mesma recebeu a convocatória de Scolari para guardar como recordação.

Apesar de ter participado em jogos de apuramento para o  Campeonato Africano das Nações (CAN) (apenas falhou os últimos 2 jogos, de primeira e segunda mão contra Os Camarões), ficou fora da convocatória para a prova máxima do futebol africano.

Segundo contou ao Sem Truques, acha que foi derivado a uma pequena discordância entre ele e Lúcio Antunes, na altura treinador adjunto da seleção que era treinada por João de Deus.

Acha ainda que o facto de ser sempre vocal na defesa dos outros colegas da seleção custou-lhe convocatória.

Ficou a mágoa de nunca ter representado Cabo Verde numa competição grande, como a CAN.

Contudo segundo diz, não se arrendeu, pois sente-se cabo-verdiano e orgulhoso de receber todo o reconhecimento e carinho da nação cabo-verdiana.

Quando saiu da seleção passou a camisola 10 para aquele que considera o seu “miúdo”, o Heldon, que viria a tornar-se no melhor marcador de sempre da seleção nacional de futebol.

Em Janeiro de 2020, foi anunciado como o novo treinador do  Grupo Desportivo Oásis Atlântico, substituindo Gigi Fortes no comando técnico da equipa campeã do campeonato regional da Ilha do Sal.

Antes foi treinador adjunto da Seleção de Cabo Verde e treinou a equipa juniores A do Belenenses.

Em Junho de 2020, deixou o comando técnico do Grupo Desportivo Oásis Atlântico devido à pandemia do Covid-19.

ADP
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