Carlos Alhinho faleceu aos 59 anos no dia 31 de maio de 2008, por queda acidental no poço de um elevador em Benguela, Angola, onde tinha negociado contrato para orientar o 1.º de Maio local.


Dados pessoais:

Nome: Carlos A. Fortes Alhinho
Nascimento: 10 de Janeiro de 1949
Naturalidade: S. Vicente (Cabo Verde)
Posição: Defesa-Central

Internacionalizações em Portugal: 20 (A – 15; B – 3; Esperanças – 2)

Clubes: Jogador – Ac. Mindelo (Cabo Verde), Académica, Sporting, FC Porto, Bétis (Espanha), Benfica, Racing White (Bélgica), Portimonense e Farense.

Treinador – Lus. Évora, selecção de Cabo Verde, Ac. Viseu, Penafiel, Portimonense, selecção de Angola, FAR (Marrocos), ASA (Angola) e CD Badajoz

Palmarés: Campeão nacional pelo Sporting (73/74) e pelo Benfica (76/77 e 80/81); vencedor da Taça de Portugal pelo Sporting (72/73 e 73/74) e pelo Benfica (79/80); 1 Cândido de Oliveira (1980); qualificação de Angola para a Taça de África das Nações, em 96, pela primeira vez na história daquele país.

Carlos Alexandre Fortes Alhinho nasceu no dia 10 de Janeiro de 1949 em São Vicente, Cabo Verde.

Aos 11 anos começou a jogar futebol no Associação Académica do Mindelo, clube da sua terra natal.

A juntar ao gosto pelo futebol, Alhinho também não descartava os estudos e tinha mesmo o objetivo de se formar em engenharia agrária.

Em 1965 chegou a Portugal, para continuar os estudos em Coimbra e jogar nos juniores da Briosa.

Na temporada de 1968/69 o defesa-central chegou à equipa principal dos Estudantes e por lá se manteve durante quatro temporadas.

Na época de 1972/73 transferiu-se para o Sporting C.P., defendeu o emblema leonino durante três temporadas e conquistou duas Taças de Portugal (1972/73 e 1973/74), e o Campeonato Nacional em 1973/74.

No verão de 1975 esteve com um pé no Real Bétis de Sevilha mas acabou por regressar a Portugal.

No início da época de 1975/76 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.

A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Outubro de 1975 no Estádio do Bessa, onde os portistas defrontaram o Boavista F.C. tendo os axadrezados vencido por 1-0, numa partida a contar para a 8ª jornada do Campeonato Nacional de 1975/76.

Carlos Alhinho esteve apenas uma época ao serviço do F.C. Porto, tendo disputado 22 partidas oficiais.

Apesar de não ter conseguido conquistar nenhum título com a camisola azul e branca, Carlos Alhinho foi um dos titulares no jogo em que o F.C. Porto completou o milésimo jogo no Campeonato Nacional, na 30ª jornada contra o S.L. Benfica no Estádio da Luz em que os Dragões venceram por 3-2.

Na temporada de 1976/77 transferiu-se para o S.L. Benfica onde esteve quatro temporadas, tendo vencido dois Campeonatos Nacionais (1976/77 e 1980/81), duas Taças de Portugal (1979/80 e 1980/81) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (1980), pelo meio esteve emprestado aos belgas do R.W.D. Molenbeek na época de 1977/78 e aos Norte-Americanos do New England T.M..

Foi 20 vezes internacional por Portugal -15 pela Selecção A ( 8 das quais ao serviço do Sporting), 3 pela Selecção B e 2 pela selecção de Esperanças.
Estreou-se a 28 de Março de 1973 na Irlanda do Norte sendo o único representante do Sporting num jogo que terminou empatado a 1 e que assinalou o último golo de Eusébio pela selecção portuguesa.

Em 1981/82 ingressou no Portimonense S.C. onde jogou durante duas temporadas. Em 1983/84 transferiu-se para o S.C. Farense onde jogou ao lado do seu irmão Alexandre, e onde deu por terminada a sua carreira de futebolista em abril de 1984.

Ainda nesse ano de 1984 iniciou-se como treinador no Lusitano Ginásio Clube de Évora, mais tarde treinou em Angola, Catar, Marrocos, Barém, Espanha, Arábia Saudita e ainda foi treinador da selecção de Cabo Verde e depois de Angola.