No Verão de 1983 num dos muitos “secapéli” no Liceu Domingos Ramos um rapazito franzino, russo, de pouco mais de 1,50 começou a dar nas vistas, não só por ser novo naquelas bandas , mas sobretudo devido á sua arte de jogar. Devia ter pouco mais de 13 anos e acabava de chegar de Angola.


Rápidamente os emissários do Seven-Stars trataram de o conquistar para as fileiras do Clube, sem saber que ao o fazerem estavam a trazer para o Clube aquele que viria a revelar-se como uma das maiores estrelas do basquetebol em Cabo Verde.
Começou nos juvenis do Clube sob a orientação de Tchiquito e depressa se revelaria como um jogador decisivo nas partidas. De tal forma que muitas vezes resolvia os jogos sózinho levando a bola de uma tabela á outra, tal era o seu poder de drible e finta.

Á medida que ia ganhando peso e altura começou a transformar-se num terror para as defesas, pois aliava todas as suas capacidades a um basquetebol-show que maravilhava as plateias. Ainda com a idade juvenil começou a jogar nos juniores e rápidamente o clube começou a ganhar títulos atrás de títulos.

Juntamente com Armando (Aibú) transformaram-se numa dupla temível e cuja fama também percorreu todo o território nacional. Nas digressões do clube a S.Vicente e Sal, Djony era sempre o cabeça-de-cartaz fruto dos grandes jogos que realizava nessas ilhas e contra equipas e jogadores de renome. Jogador de palmo-e-meio era conhecido nos meios basquetebolistícos como “Rocotó” devido á sua pouca estatura. No entanto o que faltava em altura era de longe compensado pela sua velocidade, dribles, lançamentos e simulações, que impediam qualquer defesa de poder programar uma acção defensiva contra ele.

Conheceu a sua primeira internacionalização em Bamako no Mali no Torneio da Zona II tendo ganho o título de melhor jogador e melhor marcador nos idos anos de 1987. A partir daí a sua carreira conheceu uma rápida ascensão, mesmo apesar de ter emigrado no final desse ano para os EUA. Aí apesar de não jogar regularmente, manteve-se sempre em contacto com o basquetebol e todos os Verões vinha passá-los a C.Verde participando sempre nas fases finais dos campeonatos regionais e nacionais de séniores masculinos.

Ajudou o Seven-Stars a vencer alguns títulos regionais e nacionais no escalão sénior, revelando-se como um jogador decisivo. Fez parte da equipa-maravilha do Seven-Stars que em 1991 deslumbrou os campos de basquetebol em C.Verde (juntamente com Féfa , Vitocas , Lito Mota , Ferron e Djino) e conquistou os títulos regional e nacional. Nesse mesmo ano participou na seleção de Cabo Verde que sob a batuta de Claude Constantino conquistou o segundo lugar do Torneio da Zona II ao perder na final com o Mali. Em 1996 nova internacionalização ao participar na vitória de C.Verde no Torneio da Zona II que teve lugar na Praia, ao vencer o Senegal na final. No ano seguinte C.Verde participa pela primeira vez no Campeonato de África em Dakar-Senegal e Djony marca presença novamente contribuindo decisivamente para a conquista de um honroso 7º lugar. Termina a sua carreira a nivel de selecções em Cabinda, sua terra natal, ao participar no Campeonato d´Africa das Nações que teve lugar em Angola e que foi ganha pela equipa anfitriã .

Djony marcou um geração de oiro do basquetebol cabo-verdeano e ainda hoje é uma referência para o Clube e para a modalidade.

Seven Stars