António Eduardo Fortes, conhecido por Totói, faleceu na sexta-feira, dia 3, em Portugal, aos 81 anos.


Nascido em 23 de Novembro de 1938, em Mindelo, São Vicente, Totói, que também era conhecido por “Mãozinha” por ter nascido com uma das mãos atrofiada, mostrou desde cedo aptidão natural para a prática do futebol, assim como o seu irmão gémeo, João Eduardo Fortes (Djunga), já falecido.

Totói sagrou-se campeão pelo Mindelense, a única equipa que representou em Cabo Verde.

Defendeu as cores de Cabo Verde, em Bathurst (Gâmbia), no primeiroTorneio da África Ocidental, Taça Kuameh N'Krumah.

Integrou ainda selecção de Cabo Verde num torneio realizado na Guiné e em que participaram também a Académica de Coimbra  e a selecção do Senegal.  A Final foi disputada entre a Académica de Coimbra e a selecção de Cabo Verde, que o clube dos estudantes venceu por 4-2.

Chegou a Portugal, juntamente com o irmão Djunga, aos 19 anos, para jogar futebol no Lusitano de Évora, então na primeira divisão portuguesa e Djunga no Montijo.

Passou depois pelo Farense e pelo Peniche.

Com 23 anos chegou ao União de Tomar, clube que estava então na Terceira Divisão Portuguesa.

Avançado irrequieto e “mortal” para as defesas adversárias, ajudou o União de Tomar a subir sucessivamente à segunda divisão e depois à primeira.

Ficou a ser conhecido por  “Eusébio do União de Tomar”, em referência ao craque moçambicano.

Quando chegou a altura de arrumar as chuteiras, continuou ligado ao clube como treinador e à cidade durante toda a sua vida.

Em anos mais recentes Totói esteve ligado a formação das camadas mais jovens do clube, nomeadamente através da Escola de Futebol de Tomar.

Tótoi era casado e pai de três filhos. O funeral realizou-se no domingo, dia 5, tendo o corpo ficado sepultado no Cemitério de Marmelais, em Tomar.

ADP
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